sábado, novembro 05, 2005

R.A. Mulo e Remo.

Pois é, como prometido, hoje conto mais uma lenda, esta muito querida por mim pois é a minha própria lenda.

Conto a lenda que quando do meu nascimento, a minha mãe pôs-me a mim e ao meu irmão gêmeo num cestinho que ela costumava usar para ir comprar couves ao mercado e deixou-nos no rio, já que não nos podia sustentar.
No entanto, quando ela nos ia colocar no rio aparece um velho com ar de profeta a boiar.
_ Oh velho que estais no rio - pergunta a minha mãe - estás morto?
E estava, é por habito os chineses colocarem os seus falecidos no rio de forma a tentarem diluir o rumor que a Galinha com nozes não é bem galinha e não são bem nozes...
Mas mesmo com este encontro, o nosso destino estava traçado, e fomos rio abaixo. Dias passaram até que uma loba nos encontrou e nos alimentou. No entanto o seu esposo, o Antunes, disse que os seus rendimentos só davam para um de nós, dado que o meu irmão Remo foi colocado sob os cuidados de um pastor que iria para a Península Itálica tentar a sua vida. E nunca mais vi o meu irmão. Cheguei a saber que ele fundou a cidade de Roma. Eu por cá fui crescendo, aos cuidados do Antunes e da sua lobinha minha mãe adoptiva, tornando-me rapidamente o primeiro Lobisomem da História. Quando cresci fui lá para o Alentejo e criei a minha própria aldeia, que apelidei de Pavia. Daí vêm o famoso ditado que "Roma e Pavia não se fizeram num dia". E é verdade, Roma não sei, mas Pavia demorou uns bons dois ou três dias.
E assim acabo de contar a minha lenda, que modestia à parte, devia ser ensinada nas escolas, pois explica muitos temas que são mal abordados no nosso ensino e mesmo no mundo todo.

Tenho dito.

P.S. - Além de todas as outras falhas que podem constactar nas outras estórias que terão lido sobre a lenda da fundação de Roma, dos Lobisomens e mesmo da ditado popular, quero deixar bem claro que não comi a avózinha mas sim o capuchinho vermelho, que já tinha 18 anos na altura. E com (con)sentimento

5 comentários:

m. tiago paixão disse...

"-Oh velho que estais no rio, estás morto?"

Brilhante!

Anónimo disse...

És a pessoa com quero falar: diz-me, o "capuchinho" ainda era verdinho?

m. tiago paixão disse...

(será q o roberto mexicano tb vai comentar este post?!)

Anónimo disse...

Gostas pouco gostas...

Marta Peralta disse...

Epah...no comment.é lindo.e fico muito contente por ter o prazer de conviver contigo todos os dias (excluindo sábados e domingos..e talvez algumas sextas), sendo tu quem es.e com uma citaçao me despeço..."Oh velho que estais no rio, estás morto?".